maio 12, 2010

Pra tomar café e conversar

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O lorde caipira



Hoje vou contar a história de um caipira de olho azul. Coisas de Minas.
É assim:
Lá no fundo do brejo vivia um homem discreto, de pouco riso
Do brejo, um dia ele sai.
No claro o povo começa a notar
o elegante andar, coluna reta, ombros no lugar, passos firmes pra lá e pra cá.

O povo começa a conjecturar: de onde vem este estrangeiro? será um forasteiro?
Olho azul, mãos longas, pele branca, cabelo de algodão.
Deixa estar. O povo não viu nada!
O homem começa a falar. Voz macia, sem pressa de chegar, doçura no olhar, jeitinho dengoso,
terra fofa pra capinar.

O povo começa a suspeitar: - Parece mineiro este estranho, sei não...
- tem coração bão, veio daquelas paragens donde pulsam três corações.
-Cumadre, vem cá!

A moça da cidade já queria pegar...
-Quê isso, seu moço! Deixa o caipira quieto pra lá. Senão ele vai desconversar e o caminho da roça não vai ensinar.

maio 11, 2010

O Mineiro e o Crachá


O PODER DE UM CRACHÁ (recebi da amiga Zilda, mineirona de Divinópolis)
Um policial federal vai a uma fazenda e diz ao dono, um velho fazendeiro:
- Preciso inspecionar sua fazenda. Há uma denúncia de plantação ilegal de maconha.
O fazendeiro diz:
-Ok, mas não vá naquele campo ali." E aponta para uma determinada área.
O oficial P...' da vida diz indignado:
- O senhor sabe que tenho o poder do governo federal comigo?"
e tira do bolso um crachá mostrando ao fazendeiro:
-Este crachá me dá a autoridade de ir onde quero.... e entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta. Está claro? me fiz entender?"
O fazendeiro todo educado pede desculpas e volta para o que estava fazendo.
Poucos minutos depois o fazendeiro ouve uma gritaria e vê o oficial do governo federal correndo para salvar sua própria vida perseguido pelo Santa Gertrudes, o maior touro da fazenda. A cada passo o touro vai chegando mais perto do oficial, que parece que será chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro. O oficial está apavorado.

O fazendeiro larga suas ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças de seus pulmões:

- "Seu Crachá, mostra o seu CRACHÁ!”

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Mãe


De todos os textos que recebi sobre mãe, na semana passada para comemorar esse dia, gostei deste atribuído a Marcia Neder e mandado pela amiga Dina.



" - A boa mãe é a que vai se tornando desnecessária, com o passar do tempo”.
Se eu fiz o trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício nem dependência nos filhos, como uma droga, a ponto deles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes, prontos para traçarem seu rumo, fazerem suas escolhas, superarem suas frustrações e cometerem os próprios erros também.
A cada fase de suas vidas, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical ...A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados: mãe e filhos.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida ... até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeça o ciclo.
O que eles precisam é ter a certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Esse é o maior desafio e, também, a principal missão: aprender a sermos “desnecessárias”.

maio 01, 2010

Amor # a si próprio #

"If you care enough
For the living
Make a little space
Make a better place..."



" Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome...Auto-estima. Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é Autenticidade. Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de ... Amadurecimento. Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é Respeito. Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama Amor-próprio. Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é...Simplicidade. Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muito menos vezes. Hoje descobri a ...Humildade. Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é ...Plenitude. Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é ...Saber viver!!! "(agradeço à amiga Cristina pelo belo texto atribuído a Charles Chaplin)

Lua da manhã

Às 7 h da manhã de hoje acordei e vi a lua ainda no céu.
Linda e de beleza diversa da que resplandece na noite. Esta, no escuro, ao lado do brilho das estrelas, parece ser um reflexo, quiça a sombra, de nossos sonhos e intenções. Porém, a lua da manhã igualmente incentiva à inspiração, agora sob nosso olhar menos sonolento, mas vivo e pleno pela claridade que a rodeia. Nossos sonhos cheios de esperança e desejos ganham, com a manhã, um colorido mais legítimo. Será que o sol da meia-noite também se altera? Se descobrir, volto aqui.
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abril 30, 2010

Tempo para Tudo

Tudo neste mundo tem seu tempo;
cada coisa tem sua ocasião.
Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir;
Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;
tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de afastar.
Há tempo de procurar e tempo de perder;
tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar;
tempo de ficar calado e tempo de falar;
Há tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.
(Eclesiastes 3,1-8 citado in O Livro das Virtudes)