outubro 09, 2011

Casamento, por Bernardo Willian Jones

Já percorri muitos amores
Já me apaixonei demais por aí
Sei o que é amar
Ou lembrar no final da tarde,
Ou no meio da manhã,
Que tenho você
É sublime
Mas sublime é resumir

Então, eu digo:
É um tilintar de pequena tremedeira
É um olhar melhor diante da humanidade
É cumprimentar o estranho com sorriso
É fazer com bom humor
É intuir boas coisas
Diminuir o medo dos grandes obstáculos
Mas ao constatar que te encontrei em casa ao anoitecer
É felicidade

(foto China guccio on Flickr)

setembro 23, 2011

Poliana de olho azul só pra implicar com o Urubulino

Outro dia tive a impressão que me chamaram de Poliana. ???? já tinham me chamado de Alice, aquela do país das maravilhas, mas de Poliana, ainda não. Ah, fui lembrando, movida à curiosidade, da menina que só via o bem. Chamam de Síndrome de Poliana. Sei lá. O povo tá tão bombardeado por informações negativas, que o bom, mesmo sendo mais ou menos bom, digamos, ah,ah, vira síndrome.

Logo pensei no Urubulino! Aquele, que vê tudo ruim!
Sabem quem é?
Urubulino[11] Sujeito pessimista e agourento, que sempre acredita que
tudo
dará errado.[12][13]
Usa cartola e casaca pretas, assemelhando-se a um
urubu. http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_
personagens_
criados_por_Chico_Anysio
"Mas pode piorar…"


A wikipedia fala assim da personagem Poliana:

Pollyanna (ISBN 8504006085 ) é um romance de Eleanor H. Porter, publicado em 1913 e considerado um clássico da literatura infanto-juvenil.

[editar] Resumo do livro

O título refere-se à protagonista, Pollyanna Whittier, uma jovem órfã que vai viver em Beldingsville, Vermont com sua única tia viva, tia Polly. A filosofia de vida de Pollyanna é centrada no que ela chama "o Jogo do Contente", uma atitude otimista que aprendeu com o pai. Esse jogo consiste em encontrar algo para se estar contente, em qualquer situação por que passemos. Isso se originou com um incidente num Natal, quando Pollyanna, que estava achando que ia ganhar uma linda boneca, acabou recebendo um par de muletas. Imediatamente o pai de Pollyanna aplicou o jogo, dizendo a ela para ver somente o lado bom dos acontecimentos — nesse caso, ficar contente porque "nós não precisamos delas!".

Com essa filosofia, aliada a uma personalidade radiante e uma alma sincera e simpática, compassiva, Pollyanna leva muita alegria e contentamento à sombria e triste propriedade da tia, que transforma em um lugar maravilhoso para se viver. O "jogo do contente" protege-a também das atitudes severas e desaprovadoras de sua tia: quando tia Polly a colocou num sótão abafado, sem tapetes ou quadros, ela exultou com a bela vista que se descortinava daquela altura; quando tentou punir sua sobrinha por estar atrasada para o jantar, dizendo que só iria comer pão e leite, na cozinha, com a cozinheira, Nancy, Pollyanna agradeceu-lhe efusivamente, porque ela gostava de pão e leite, e também gostava de Nancy.

Em breve, Pollyanna ensina a alguns dos mais problemáticos habitantes de Beldingsville a 'jogar o jogo do contente', desde uma inválida queixosa chamada Mrs Snow até um solteirão, Mr Pendleton, que vivia sozinho em uma mansão. Até tia Polly – achando-se sem saída diante da animada recusa de Pollyanna de ficar triste e cabisbaixa – aos poucos começa a se tornar mais simpática e amigável, muito embora resista ao jogo do contente mais tempo do que qualquer outra pessoa.

foto Pink Sherbet on Flickr

agosto 13, 2011

SALTO CÓSMICO


Tenho notado entre pessoas próximas de mim um fato comum: deixam de falar por anos até com algum familiar por causa de conflitos ou discordâncias, assim vejo irmão que não fala com irmão, filho que não fala com pai, filha que não fala com a mãe.

Parecem geleiras. Daí a ilustração
(photo by Rita Willaert on Flickr).

Isso me remete ao perdão - ato de perdoar para derreter o gelo.

Como diz o pensador, as palavras escondem segredos sobre seu significado. Registro aqui o que aprendi sobre esta palavra "perdoar".

Encontrei a seguinte descrição: Perdoar é a junção de “per” com “doar”. E doar é mais do que dar. Doar é entrega total ao outro. Já o prefixo “per” que tem várias acepções indica “movimento no sentido de” ou “em direção à”, “através” ou, ainda, “para”.

Para o autor L. Jean Lauand, em texto divulgado na Internet, encontramos em S. Tomás as razões filosóficas que justificam a grandiosa etimologia das formas modernas: "perdoar", "perdão", "perdonar", "pardon", "pardonner" etc.

O prefixo per acumula os sentidos de "por" ("através de") e de plenitude, grau máximo: como em perlavar (lavar completamente) perfulgente (brilhantíssimo), per-feito, per-manganato etc. E, assim, o perdão aparece como o superlativo da doação. O mesmo se dá com as formas inglesa e alemã: for-give, vor-geben.

Em termos bíblicos o estudo -http://www.estudosdabiblia.net/d42.h­tm - aponta para o seguinte:

A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.

O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!

O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.

Por fim, do Instituto Integral da Consciência vem este entendimento:

Nós que nos ofendemos quando alguém tenta magoar-nos. Se nos mantivermos distantes da atitude do outro, não existirá a ofensa para nós, somente na intenção do outro. Assim sendo, parece que seria mais apropriado à antiga reza do Pai nosso ...perdoai as nossas dívidas..., e com uma pequena e substancial modificação: ...perdoai as nossas dividas, assim como as de todos os devedores para convosco...; estaria mais adequado. No sentido profano habitual, Cristo nunca perdoou, pois Ele nunca Se ofendeu. Ele perdoava a falta de cumprimento dos deveres para com Deus, as dívidas.

Resumidamente, perdoar nada mais é que dar o que o outro precisa para redimir-se. Isto não dói e não nos leva a nenhum padecimento, pelo contrário, tem o poder de restaurar o padrão de auto organização. Alguém disse que para ser feliz é necessário promover cinco perdões; perdoar-se, perdoar seu pai, perdoar sua mãe, perdoar o outro e perdoar o mundo.

Outro erro freqüente é considerar perdoar como sinônimo de desculpar, que, no entanto são duas atitudes bastante distintas. Desculpar significa tirar a culpa, e só é possível tirar a culpa de quem não a tem, e foi injustamente acusado. Quando se tem culpa, nem Deus desculpa, Ele perdoa. Na justiça comum, inocentar é desculpar, a culpa não era do réu, e perdoar, é declarar o culpado solto e independente, jamais, livre, pois a liberdade é uma atitude imanente, não é uma concessão.




agosto 10, 2011

Cerveja DeuS???




Propaganda na revista que vi no consultório da minha dentista.
Custei a crer. Fiquei pasma. Tanto que até distorci a foto
ao tentar pegar o melhor ângulo.

Distorção mesmo é nome da cerveja belga, que tem dois tipos de
fermentação. O segundo como a do vinho.
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julho 26, 2011

Eu abundancio, tu abundancias, ele abun...

Tava eu outro dia procurando o significado da palavra abundância. Encontro o verbo abundanciar.
Pensei: Que isso! Como pode! Nunca ouvi falar neste verbo.

Viajei no verbo e percebi como é bom sentir tudo em abundância. Fiquei com vontade de abundanciar em tudo: saúde, dinheiro, amor, amizade, alegria, doação, solidariedade, comida gostosa, música legal, roupa bonita, uau! muito bom! hein?

A gente se impõe uma pobreza que enfraquece mesmo. Quando nascemos, depois das boas-vindas, começam os nãos: Menino, não mexe aí! Menina direita não faz isso! Que exagero!
Dá pra gargalhar mais baixo! e assim vai se estalando a economia em tudo, nos sentimentos, nas emoções, nos desejos.

Agora, com essse verbo, tô a fim de abundanciar e ver todo mundo abundanciando.
Mas, olha aqui: abundância tá longe de se acabar, sucumbir, sair por aí desenfreado. Assim não!
Depois de comer a manga rosa, comer não, chupar ela toda, sujar a cara até pingar, vamos ter que limpar tudinho, ah, abundantemente, viu, gracinha!!.
(foto queda d água na Islandia, de Mathieu Polmeyrol in fotopedia.com)

julho 17, 2011

Bolo verde

5 folhas de couve, 4 ovos, 1 xícara de óleo, 1¹/² xícara de açúcar, 2 xícaras
farinha de trigo e 1 colher de sopa de fermento.
No liquidificador bater coves+ovos+óleo. Reserve.
Na vasilha colocar farinha+acúcar+fermento.
Despejar aos poucos no liquidificador. Bater tudo.
Untar forma com óleo e farinha e levar ao forno a 180 graus por 30'.
Cobertura: 2 barras grandes de chocolate meio amargo derretido no
fogo com um pouco de leite. (receita da Lari. Obrigada.)
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